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quarta-feira, 28 de março de 2012

Notas sobre o consumismo...

Brasil.com
É um grande equívoco a felicidade ser associada ao grau de consumo dos indivíduos! Tal atitude, além de provocar graves distúrbios sociais é responsável pelo aumento da degradação ambiental. Muitos gastam seu orçamento em produtos supérfluos movidos por curiosidade, modismo e propaganda. Outros cometem crimes pela simples vontade de possuir determinado bem... Em todos os casos, trata-se de uma doença lastreada na inveja, cobiça e vaidade... Para Irving Bunim (Ética do Sinai, p. 203) "aqueles que vivem somente para satisfazer seus próprios desejos pertencem ao grupo dos perversos. Para estas pessoas, cada dia que passa é um dia morto, não deixou nada de valor duradouro. Cada desejo satisfeito indica uma agitação emocional medíocre que pereceu. Não há acúmulo de nada significativo, só uma contagem regressiva das muitas paixões e caprichos que se transformam em nada assim que são satisfeitos". Sabemos que o ser humano é capaz de desejos insaciáveis. Mal se satisfaz um deles, outros dois novos tomam o seu lugar. A inveja cega; A cobiça é a motivação do criminoso! Nossos Sábios, há milhares de anos já nos advertiam (Pirkê Avot 6:5): Não inveje a mesa dos reis, pois a tua mesa é maior que a deles... Willian Shakespeare também escreveu a respeito: Eu creio que o rei é apenas um homem como eu: as violetas tem para ele o mesmo odor que para mim... Suas cerimônias são descartadas, em sua nudez parece somente um homem... Portanto, quando vê algum motivo para temor, seu medo, sem dúvida tem o mesmo sabor que o nosso. E o que os reis tem que os súditos não tenham, salvo a cerimônia? Neste império do consumismo surge a pergunta: Quem devemos considerar rico? O Sábio Ben Zomá, já nos respondeu: Aquele que se alegra com o que possui! Pense nisto...

quarta-feira, 14 de março de 2012

Rolândia, a Terra Prometida!

Estátua Roland por Sigfried Appel;
Rolândia é uma cidade especial. Infelizmente, as novas gerações desconhecem os intrigantes aspectos sociológicos, étnicos e políticos de nossa História. Estou realizando uma nova leitura da brilhante  dissertação de Ethel Volfzon Kosminsky, cujo título ilustra a presente publicação. Tal Obra foi editada pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, em 1985. Uma bem sucedida análise sociológica dos refugiados Judeus Alemães de Rolândia é um dos méritos de Kosminsky. Parêntesis às pertinentes referências históricas. Por que estes refugiados escolheram Rolândia? Vejamos: "É preferível emigrar de Berlin para a mata virgem do que para cidades de pouca cultura. Não podemos, só porque um louco governou a Alemanha, renegá-la. Em Rolândia, nós continuamos a cultivar a Cultura Alemã, de Goethe a Thomas Mann. A preocupação com a preservação da língua e da cultura manifestou-se pela criação do Pró-Arte e da Escola Roland;"  Sobre o cenário desolador do desmatamento em Rolândia, escreveu o ex-Ministro Alemão Koch-Weser: "Nessa mata virgem, que parecia existir de eternidade à eternidade, agora se intrometeu a Colônia Alemã com foice e machado. Zunindo em seu cair os gigantes do mato tombam com estrondo. Quatro a seis semanas mais tarde, queima-se a derrubada. O aspecto não é dos mais agradáveis: mato baixo em soqueiras carbonizadas no chão; árvores derrubadas, muitas vezes, ainda seguras em posição inclinada por galhos fortes; tocos de tamanhos impressionantes; só algumas árvores gigantescas se erguendo ao céu, que se pretendia poupar na esperança quase inútil de conservá-las em sua beleza, apesar do seu isolamento e ainda que seus troncos estivessem atacados pelo fogo; em seu total, o semblante de uma devastação miserável..." Sobre a religiosidade em Rolândia, escreveu Mathilde Maier: "Lá nos pilares da sala de estar e da Biblioteca estão pendurados três cápsulas de metal, como é costume os entre Judeus,  nas quais está escrito, sobre o pergaminho, os seguintes versos do livro de Moisés: Amarás o Eterno Teu Deus de Todo Coração e com Toda Tua Alma. Para nós isto sempre significou que só o amor à Deus, manifestado através da Natureza pode ajudar o Homem". Sobre o ecumenismo: "Na comemoração do Weinukah (Weinacht mais Chanukah) o senhor J rezou; depois eles jantaram. Segundo ela existe uma nova orientação do Judaísmo que vê Jesus como um grande rabino..." Em síntese: Trata-se de uma Obra fundamental para resgatarmos nossa História de fé, trabalho e paz!

sábado, 10 de março de 2012

A vida dos outros...


Quem acompanha a Mostra Internacional de Cinema da TV Cultura foi presenteado com um excelente documento histórico. Trata-se do Filme "A Vida dos Outros" do Diretor Alemão Florian Henckel von Donnersmarck, um drama atemporal sobre os horrores do totalitarismo comunista na ex-República Democrática Alemã. Os amantes da Obra do Escritor tcheco Milan KUNDERA poderão traçar inúmeros paralelos históricos e compreender, na alma, afirmações do tipo: "Os arquivos da polícia são nosso único passaporte para a imortalidade"... O regime era um verdadeiro "Big Brother" institucionalizado, onde os cidadãos viviam sobre constante ameaça tal como nos descreve 1984, de Georg ORWELL. Vale a pena conferir!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Incompreensão ou insensibilidade ?

corvux
Não obstante o intenso progresso tecnológico, sociedade e governos não se tornaram muito mais sábios ao longo dos últimos dois mil anos. Infelizmente, Rolândia também está inserida neste contexto. Uma simples leitura das mídias governamentais revela um cenário desanimador. Um esboço de palavras incoerentes do tipo "a natureza existe é para isso mesmo: recuperar-se das intempéries" e outras bobagens que me recuso a transcrever, revelam o grau de enfermidade teórica que assolam alguns dirigentes e seus arautos remunerados. Será que falta-lhes capacidade ou sensibilidade para compreender as sábias palavras de Chuang Tsé e Kapleau: "Deixe que tudo ocorra como deve naturalmente ocorrer, de tal forma que sua natureza seja satisfeita. Se nos refrearmos de agir em oposição à Natureza - ou como afirma Needham, de ir contra a semente das coisas - entramos em harmonia com o Tao e, dessa forma, nossas ações serão bem sucedidas. Este é o significado das palavras aparentemente tão enigmáticas de Lao Tsé: "Através da não ação, tudo pode ser feito". Eis uma breve síntese do que advogamos em Triste sina de Animais e Plantas!