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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Querida Vovó Paineira!

A Vovó Paineira...

Engana-se quem pensa que o meio cultural em que vivemos não possui influência sobre nossos pensamentos e atitudes. A visão da Natureza como "adversária" e algo a ser subjugado vêm sendo transmitida geração, após geração. Mesmo o Ambientalista mais convicto, muitas vezes, surpreende-se prestes à adotar atitudes influenciadas por esta crença dominante, porém equivocada. No caso da colonização Norte Paranaense, a Floresta era um "adversário" difícil de ser subjugado; Com exceção dos Sábios e Precursores, os antigos nutriam certo ódio pelas árvores que impediam o avanço das lavouras e pelos animais silvestres que, esporadicamente, atacavam suas criações. Em resumo: No subconsciente coletivo ainda é forte a crença de que árvores e animais são ameaças que devem ser afastadas de nossas residências, ruas, escolas e propriedades rurais... Quem diz ou faz o contrário, é tido por excêntrico ou sonhador tal como Fernão Capelo Gaivota! A primeira atitude "racional" de quem adquire um terreno com árvores é abatê-las antes de edificar. "Um dia esta árvore poderá cair sobre a minha casa" é o que se ouve como justificativa para cortes e ausência de plantio. Entretanto, a possibilidade de uma árvore sadia tombar é a mesma de me envolver em um sinistro qualquer... Talvez seja ainda menor, diante dos perigos que os seres humanos enfrentam diariamente... Com efeito, não temos o direito de decretar o fim de uma existência alicerçados em meras conjecturas hipotéticas. Foram estes os argumentos que encontrei para refutar o abate da Vovó Paineira (Ceiba speciosa), imponente árvore octogenária do Refúgio Peroba Rosa. Vovó Paineira testemunhou o desflorestamento de Rolândia; Deve sua sobrevivência ao sensível Pioneiro Manoel Martins Portelinha - pai da Cidadã Honorária, Professora e Historiadora Cláudia Portelinha Schwengber. Diariamente, a exuberante Vovó nos presenteia com uma linda chuva de flores rosas que fazem a alegria de inúmeros Beija-Flores! Como eliminar um ser tão antigo, belo, pacífico e prestativo? Impossível! Desejo vida longa e muitas floradas à minha querida Paineira e, por extensão, à todas as Árvores do Mundo! 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Triste sina de animais e plantas...

O esgotamento do Ingazinho deixou um rastro de morte...
Rolândia foi surpreendida pelo esgotamento do ex-lago do Ingazinho às vésperas das eleições. O COMDEMA não foi consultado; Pareceres e Estudos Técnicos foram, simplesmente, ignorados.  A proposta de Parque Ecológico dos Alagados, apresentada e aprovada pelo Conselho de Meio Ambiente em 2009 parece estar sendo descartada.

A infraestrutura pública existente (meio fio, asfalto e barragem) foram rasgadas por retro-escavadeiras implacáveis; Décadas de um esforço adaptativo vitorioso sobre à poluição humana (empreendidos por milhares de indivíduos da fauna e flora silvestre) estão, hoje, condenadas à morte! Sem dúvida uma afirmação cruel, porém verídica!

Frequento o Lago Ingazinho desde  minha infância. Acompanho o progresso de regeneração ecológica  daquele ecossistema desde seus primórdios: Com o predomínio dos aguapés e capivaras na década de 1990 até os dias atuais com a presença de jacarés, cágados, garças, peixes, cobras d´água dentre outras belas e raras espécies nativas.

Doravante, para onde terei que deslocar-me, com meus filhos e amigos, para rever estes belos exemplares da Vida Natural?  Será que tais Criaturas Divinas não têm Direito à existência? É correto modificar a paisagem por mera vaidade política irrefletida? Peço vênia aos advogados do antropocentrismo para discordar: Não é correto, ético ou moral!

A Suprema Inteligência que originou este Mundo não criou nada por acaso. Os ecossistemas de alagados, além de belíssimos, são um berço para inúmeras espécies de animais e plantas; Funcionam como filtro natural contra a poluição deste importante manancial de abastecimento público (registre-se: Londrina e Cambé consomem esta água)!

É fato: Se alguns animais sobreviverem às obras (o que duvido) restarão privados de seu habitat e fonte de alimento; Outros serão expostos à terríveis atos de crueldade e acabarão mortos à pauladas, pedradas e outros artifícios; Não é de se duvidar que sejam assados e consumidos por entes entorpecidos pelo álcool e outras substâncias;

Com plena e total convicção concordamos com Daniel Steidle: As comportas devem ser fechadas imediatamente! Uma intervenção desta natureza e proporções pode acarretar  perdas irreparáveis à Natureza; Com efeito, não pode ser conduzida por políticos leigos, de maneira atabalhoada, visando, meramente, vis interesses eleitoreiros! 


Infraestrutura destruída: Mais gastos para o Contribuinte!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Idealismo na Política!


Nosso cenário político está mais para fogueira das vaidades e jogo de interesses. Contudo, ainda há os que se esforçam pela comunidade por idealismo; Cidadãos em Conselhos, ONGs, Observatórios Sociais e na Mídia enfrentando os desmandos de agentes públicos e privados; Muitas vezes são taxados como loucos, radicais ou sonhadores; Não raramente sentem-se sozinhos, como "pregadores no deserto" ou como "Don Quixote" em uma luta desigual contra moinhos de vento... Poucos negam, contudo, que tratam-se de seres visionários! Dedicamos à estes idealistas imprescindíveis à Humanidade, os conselhos do Sábio Raban Gamliel (Pirkê Avot, 2:2): "Todos os que se esforçam pela comunidade, façam-no pelo amor do Eterno, assim o mérito dos seus antepassados os ampara e sua justiça permanece para sempre." O trabalho em prol da comunidade tem lugar em um vasto cenário, diante de ampla platéia, onde as oportunidades são múltiplas, os riscos elevados e as consequências imensas, leciona Irving Bunim em Ética do Sinai: Ensinamentos dos Sábios do Talmud, p. 78. Aos que decidem participar da política, Bunim adverte sobre os perigos inerentes: "Nos cargos públicos, está sempre latente a oportunidade tentadora de trabalhar pela honra e pela glória, para a vingança ou ganho pessoal. Junto com o cargo público chegam o poder e a influência; se eles forem mal utilizados podem gerar um grande mal e injustiça; Portanto, o conselho desta Mishná não é piedoso ou angelical, mas sim humano e prático: A única atitude possível para um trabalhador da comunidade é ser dedicado e idealista. Qualquer outra abordagem conduz à corrupção e ao abuso de poder" que, por sua vez, resulta no agravamento do caos social. Costuma-se dizer que a ordem nas ruas é sinal de ordem nos espíritos: a ordem entre os Estados é sinal de ordem dentro deles. A mudança que desejamos ver no Mundo deve começar em nosso interior! Ainda há tempo para mudarmos: JUNTOS!