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terça-feira, 29 de março de 2011

Licitação de Parque Ecológico ficou deserta...

Ribeirão Cafezal, após o Ingazinho.
HISTÓRICO: A região do Lago Ingazinho já foi uma badalada "prainha" pública em Rolândia. Contudo, após anos de assoreamento e altas dosagens de matéria orgânica animal (havia um Frigorífico na região), o Ingazinho transformou-se em um ecossistema de alagados. Com o tempo, o "Taboal" tomou conta do lago e hoje verifica-se a formação de Matas de Galerias. Há relatos (eu sou testemunha ocular) da presença de capivaras, cotias, antas, saracuras, martinho pescador e muitos outros exemplares da fauna local. O Córrego Marabú é afluente do Ribeirão Cafezal (manancial de abastecimento público de Londrina) e está conectado (através das Matas Ciliares) ao Parque Estadual Mata dos Godoy. Uma das promessas do Prefeito Joni Lehmann (espera-se que seja cumprida) era transformar a área em um Parque Ecológico - que futuramente integrará o Grande Parque Linear do Ribeirão Cafezal, englobando o Lago San Fermando.  Na época, em compania da Bióloga Sílvia Ap. Machado, convencemos o Alcaide e sua Vice sobre a importância da preservação dos referidos ecossistemas. Trata-se de um Parque Ecológico conceitual, pois Rolândia será o único Município do Norte do Estado a dar ênfase aos Taboais! LICITAÇÃO DESERTA: Nesta terça,  o Secretário Municipal de Planejamento Israel Biazon Filho nos informou que não houveram interessados em assumir as obras pelo valor do Edital. Biazon narrou que os mirantes, tótens e outras grandes estruturas seriam motivo de preocupação para as construtoras. Face ao exposto, sugerimos ao Secretário a simplificação do Projeto, contemplando: Preservação total do Taboal e Matas de Galerias; Ampliação dos Bosques; Diminuição de equipamentos públicos e áreas pavimentadas (que além de encarecerem os Projetos são fontes de Impacto Ambiental); Substituição por trilhas de paralelepípedo, dentre outras.  O Secretário Biazon anotou as idéias e anunciou que, tão logo a alteração dos Projetos seja concluída, nova Licitação será agendada! Aguardemos...  

segunda-feira, 28 de março de 2011

Comdema terá mandato prorrogado...

A imprensa oficial não se pronunciou mas, segundo o Conselheiro Cláudio Alberto Metzger, o COMDEMA - Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente de Rolândia - teve seu mandato prorrogado. Em outras palavras:  a Conferência Municipal de Meio Ambiente não ocorrerá nos próximos meses. Segundo o Secretário Metzger, houve uma recente reunião (sem assuntos ou discussões que contrariassem as diretrizes da atual administração) e onde ficou acertada a prorrogação dos mandatos. Em meados de 2009 houve a renúncia de vários Conselheiros Ambientais representantes da Sociedade Civil. Até o presente momento não se têm notícia do preenchimento destas vagas. Dentre os que renunciaram: O ex-presidente da entidade, Roberto Lachner (representante da ACIR - Associação Comercial e Industrial de Rolândia) e os Conselheiros Daniel Steidle, José Carlos Farina, Dora Consani Steidle, Miguel Nogueira (representantes de ONGs Ambientais), Humberto Nogueira Duarte (representante das Cooperativas Agroindustriais) e este que vos escreve (a partir do momento em que solicitei e obtive a exoneração da administração Joni Lehmann). O  presente quadro do Conselho demonstra um predomínio - pouco democrático - do Poder Público sobre a Sociedade Civil.  Segundo o Código Ambiental do Município (Lei nº 2.855/2001), o COMDEMA é órgão integrante do Sistema Municipal de Meio Ambiente e instrumento fundamental da Política Ambiental local.

sábado, 12 de março de 2011

O bucólico Cemitério de São Rafael...


O Cemitéro de São Rafael é um tradicional ponto histórico e turístico de Rolândia - Norte do Paraná. Localizado na zona rural do Município, ao lado de uma Capela Católica de arquitetura alemã, o local mistura os conceitos de Cemitério Jardim e Bosque. Além do cenário repleto de muito verde, os visitantes podem encontrar os elementos formadores da etnicidade de Rolândia. Os dois Cemitérios Rolandenses já foram objeto de pesquisa pelo Departamento de História da UEL - Universidade Estadual de Londrina. Vários túmulos, mesmo com símbolos cristãos, apresentam características judaicas (ressalta-se que muitos dos judeus-alemães estavam em processo de assimilação cultural e religiosa)  antes do advento do nacional-socialismo dos trabalhadores alemães... Segundo os Pesquisadores Marcos Corrêa de Castilho e Marcos Antônio Soares, a identidade do judeu-alemão-rolandense se constrói a partir da pulsão de sobrevivência, relutante e dual como sua relação com o espaço regional, físico e populacional, ora afirmando sua identidade e talvez etnidade judaica, ora sua identidade alemã e por vezes sua nacionalidade brasileira. Muitos sobrenomes reconhecidamente judaicos encontram-se com cruzes, as características judaicas se misturam com características cristãs. Sepulturas simples, enterro na terra e caixa de pedra são alguns dos elementos que podem ser encontrados nas sepulturas dos judeus-alemães de Rolândia. Para Thiago Groh o Cemitério San Raphael é o preferido da comunidade juidaico-alemã de Rolândia pelo fato de, ainda hoje, se enterrar diretamente na terra. Destaca-se que além de judeus e alemães há  sepulturas de outras etnias (sobretudo, Suíços e Eslavos) que muito contribuíram para a formação da indentidade cultural de Rolândia. O Cemitério de São Rafael, além de bucólico, é uma prova de que convivemos bem em Rolândia! Sem dúvida, um local histórico que merece ser visitado!

segunda-feira, 7 de março de 2011

O Místico Monte Crista...


Quem vê no Montanhismo algo a mais do que um mero esporte (regado a altas doses de adrenalina  e endorfina) já deve ter peregrinado - ou ouvido falar - em Monte Crista, Serra do Quiriri, Caminhos de Peabiru, Civilização Inca, Jesuías e 'otras cositas mas'...

Neste ritmo lento de Carnaval há tempo para compartilhar algumas vivências sobre esta enigmática Montanha do vizinho Estado de Santa Catarina, Município de Garuva.  Pois bem: Há uns três anos recebi ótimas referências sobre a Montanha do Irmão Paulo Lachner.

É muito prazeroso quando conseguimos executar dois objetivos ´de uma tacada só.´ Explico: costumo passar as férias familiares em Guaratuba e do alto do Morro do Cristo  - onde  anualmente brinco com o Thomas e a Pâ -  há um panorama fantástico da Serra do Quiriri.

Afinal, poderia separar um dia para ir à Montanha - sem decepcionar mulher e filho - nas férias.  Meu primeiro 'ataque' foi há cerca três anos, em compania do  Rabib, que passava férias em Barra do Saí. 

Até esboçamos uma tentativa, mas chegamos à Garuva sob chuva intensa. Não conseguimos recolher informações suficientes. Um morador que se dispôs a receber-nos  não havia subido o Crista e outro o conhecia só por ouvir falar. Decidimos retornar...

 No ano seguinte decidi fazer cume (em ataque solo) sob quaisquer condições... Esperei uns quatro dias sob chuva em Guaratuba, até que no quinto, o tempo se abriu... Às 7:30 h. já havia ido a padaria, tomado umas cuias de Chimarrão quando minha esposa acordou...

Expliquei a ela que não poderia desperdiçar esta oportunidade  ímpar... Afinal haveriam mais três dias de praia (talves, todos de sol) para curtirmos o resto de nossas férias... Ela aquiesceu, desejou boa sorte e eu parti para a Serra! Cheguei em Garuva com pouca neblina...

Comprei um maço de Carlton (na época ainda fumava cigarros industrializados) e parti em direção à Joinville. Após alguns quilômetros uma Placa na beira da Rodovia sinalizava meu destino: 'Parque Aqüático Monte Crista'. Ufa, não havia perdido a entrada...

Logo o tempo se abriu e o Monte Crista surgiu imponente. Estacionei o Uninho em uma chácara frontal a Ponte Pênsil... O proprietário  (era de uma Família de descendentes de Alemães) explicou-me que desde a trajédia de 2008, ninguém havia subido à Montanha.

O início da Trilha foi tranqüilo. Atravessei o Rio Três Barras e continuei na trilha. Como não costumo usar relógios, estava suspenso no tempo e tocando  sempre adiante. Havia alguns trechos de pedras (para alguns assentadas pelos Incas e para outros, obra de Jesuítas)...

Aliviado, constatei que estava no caminho certo...  Logo cheguei a um grande deslizamento que havia interrompido a trilha. Decidi contornar a impressionante cratera através da Mata.  Posteriormente, o trajeto que desenvolvi acabou tornando-se a trilha natural...

As escadarias de pedra ainda não apareciam e cheguei  a duvidar  que estava no caminho certo. Decidido, toquei adiante acelerado.  Na descida de um vale elas finalmente apareceram, uma impressionante obra com blocos de Granito, dotada de sistema de drenagem!

Segui até a uma clareira na Floresta - tradicional ponto de acampamento - próximo a um belíssimo Salto. Como estava sozinho na Montanha, decidi refrescar-me tomando uma ducha fria, nu no Salto... Mais adiante, outro deslizamento, este mais antigo.

Retornei as escadarias de pedra e comecei a notar que a vegetação se transformava. Novas espécies de Acanthaceaes e Caratuvas anunciavam a transição aos Campos de Altitude. Parei para dar uma respirada no ar refrescante da Montanha e notei que meu suor evaporava...

O corpo estava quente. Não sabia quais horas eram, mas sentia que estava próximo ao objetivo. Acelerei até os campos e platôs do Quiriri surgirem diante de  meus olhos  e logo encontrei a bifurcação para o Monte Crista.  Animadíssimo, inicei uma susse subida do 'top' final...

A medida que os grandes tótens de pedra surgiam, a visão tornava-se mais ampla... Foi inesquecível chegar ao pé do Vigia (ou Guardião) e observar Joinville ao horizonte, Garuva, trechos de litoral, Ilha de São Francisco e a própria Serra do Quiriri...

Como não havia ninguém para julgar meus atos, dei urros à plenos pulmões  e acomodei -me em uma sombra. Fiz lanche, `largatiei´ bastante  e fumei um tabaco em meu cachimbo... Em uma pedra próxima, um Abutre me observava sem muita preocupação...

Aproximei-me à uns três metros e capturei o Abutre da Montanha... Satisfeito decidi retornar... A descida foi tranqüila, com direito a um novo banho no  salto e observação atenta da Mata Atlântica... De volta à Chácara dos Alemães, conversei com a filha do Casal. 

Contei-lhe sobre o recente deslizamente e compartilhamos algumas experiências sobre a  Mística Montanha. Entrei no uninho e às 17:00 hrs. já estava em Guaratuba. Afinal: Missão cumprida antes mesmo que minha mulher e filho houvessem chegado da Praia... Desde então, o Monte Crista tornou-se destino certo em todas as minhas viagens à Guaratuba!