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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Cachoeiras, Guartelá, Fenda e muita diversão!

Cana Dura no Salto da Cotia. (Foto Pâmela L.M)

A Tropa Sênior Cana Dura, do Grupo Escoteiro Guarani de Rolândia, realizou uma memorável atividade no Município de Tibagi. Foram três dias de muita aventura e diversão. A aventura contou com o apoio logístico e a hospitalidade do Grupo Escoteiro Machadinho, a quem somos agradecidos.

Na manhã do dia 13 de Outubro, visitamos o belíssimo Cânion Guartelá. Situado no segundo planalto paranaense, entre os municípios de Castro e Tibagi é considerado o 6° mais longo do mundo. A trilha no interior do Parque Estadual é leve e auto-guiada. As formações de arenito e a vegetação dos Campos Gerais são um espetáculo à parte.


Admirando o visual do Cânion e a famosa Ponte de Pedra. (Foto João Pedro)

A caminhada transcorreu na mais absoluta normalidade. Nos últimos anos, a administração do Parque restringiu diversas as trilhas que percorríamos há cerca de 20 anos. Hoje não se tem acesso a Ponte de Pedra, ao fundo do Cânion e à base do Salto. O acesso às pinturas rupestres é feito somente com a contratação de guias e mediante agendamento prévio. 

Felizmente, a administração do Parque não restringiu o acesso aos "panelões" fantásticos sumidouros naturais. Como o dia era de sol e calor intenso, foi muito gratificante (aos mais corajosos) banhar-se nas águas gélidas dos ofurôs esculpidos na rocha ao longo dos milênios...

Um revigorante banho gelado nos panelões... (Foto Pâmela LM)

Após o almoço, visitamos a impressionante Fenda do Nick. A formação está localizada em uma propriedade privada, logo é necessário a contratação de guias autorizados. Acredita-se que a Fenda é originária de movimentos tectônicos. Sua extensão é de cerca de 1 km, a distância entre as paredes é de apenas 1,5 m e a altura média é de 30 metros. Vale a pena conhecer!

Fenda do Nick (Foto Pâmela L.M.).

Encerramos o primeiro dia de atividades visitando o belíssimo Salto da Cotia, nas proximidades da Fenda do Nick. Novamente, somente os mais corajosos encararam um banho no gélido salto. No fim do dia, após um belíssimo crepúsculo, voltamos ao nosso alojamento na sede do Machadinho e a noite passeamos pelo centro histórico de Tibagi.

No dia seguinte, pela manhã, foi a vez de visitar os famosos Saltos Santa Rosa e Puxa Nervos. As trilhas não apresentam maiores dificuldades, tanto é que consegui percorrê-las após uma dolorosa torção de pé (baita vacilo!) em um pequeno lance de escada, logo no início da trilha para o Salto Santa Rosa.  Pela tarde a Tropa se divertiu fazendo rafting no Rio Tibagi. Fim de noite, confraternização entre os jovens e escotistas dos Grupos Guarani e Machadinho. Domingo pela manhã, após a despedida, fizemos um regresso tranqüilo para Rolândia, guardando na memória cenários fantásticos e as histórias inesquicíveis que vivenciamos com nossos Irmãos Escoteiros. 


Salto Puxa Nervos (Foto Pâmela L.M)

terça-feira, 10 de outubro de 2017

21 anos da Ordem DeMolay em Rolândia!

Com o fundador da Ordem DeMolay no Brasil e Grande Mestre Alberto Mansur, de Abençoada Memória.


No próximo mês o Capítulo Getúlio Pereira Salerno nº 302, patrocinado pela Grande Benfeitora Loja Simbólica Ciência e Trabalho de Rolândia completará 21 anos. Tive a honra de participar de sua fundação, por indicação de meu querido Chefe Escoteiro, Geraldo Gonçalves Filho, de abençoada memória. 

Na Ordem fiz amigos fiéis e compreensivos. Seus nomes estarão eternamente gravados em minha Alma. Em nosso Capítulo, trabalhei em praticamente todos os cargos. Posteriormente, no Convento de Ávalon nº 13, recebi os Graus da Cavalaria, de uma riqueza e beleza impossíveis de serem descritas em palavras. Sem dúvida, todo DeMolay deve se esforçar para galgá-los!

A Ordem DeMolay é, sem dúvida, a maior Obra da Maçonaria moderna. Não é mera coincidência que, em menos de um século, tenha se tornado a maior organização juvenil do Planeta. Para os Irmãos buscadores, nossos Rituais contêm as primeiras chaves que dão acesso a um acervo de conhecimento incrível.

Graças a Luz que recebi dos Irmãos do Capítulo Londrina em 09 de Novembro de 1996, posteriormente, busquei e obtive ingresso na Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz (AMORC), Tradicional Ordem Martinista (TOM) e no Círculo Iniciático de Hermes (CIH). Embora minha vivência nestas Fraternidades, tenha sido mais breve, a convivência e os ensinamentos que nelas obtive também auxiliaram-me na difícil, desafiadora e nem sempre constante Jornada Iniciática... 

Nosso Grande Mestre Fundador, Frank Sherman Land, de abençoada memória, certa vez dirigiu um apelo que, felizmente, foi ouvido pela maioria dos Irmãos da Maçonaria Universal: “Se trabalharmos sobre o mármore, um dia ele acabará. Se trabalharmos sobre o metal, um dia o tempo o consumirá. Se erguermos templos, um dia se tornarão pó. Mas se trabalharmos sobre almas jovens e imortais, se nós a imbuirmos com princípios do justo temor ao Criador e amor à Humanidade, daqui a cem anos pouco importará o quanto tenhamos acumulado no banco; que tipo de casa, palecete ou carro possuirmos. Mas o mundo poderá ser diferente, talvez porque fomos importantes nas vida destes Jovens”. Foi este espírito visionário que norteou os Irmãos da Ciência e Trabalho há 21 anos...

Com efeito, o futuro da Maçonaria está sendo escrito nos Capítulos, Conventos e Priorados da Ordem DeMolay espalhados pela face da Terra. Apoiá-los é um ato de amor à Maçonaria, à Juventude e à Humanidade! Parabéns à todos os Irmãos Maçons, DeMolays e às nossas Cunhadas pelo belíssimo trabalho desenvolvido! Viva a Ordem DeMolay! Vida longa ao Capítulo Getúlio Pereira Salerno!

Regresso!


Após alguns meses de ausência, estou de volta. Esforçarei-me para retomar o ritmo de uma publicação semanal nos temas habituais. Nossos leitores observarão, ainda, que novos temas serão incluídos como resultados de releituras e novos estudos que estou empreendendo. Felicita-me poder compartilhar um pouco destas vivências com vocês! Mãos à Obra e que o Eterno nos abençoe!

sábado, 28 de janeiro de 2017

Iniciação na Pedra do Baú!

No cume do Baú.

Quem se programa para conhecer a região de Campos do Jordão não pode deixar de conhecer a Pedra do Baú em hipótese alguma! A imponente rocha é o ponto culminante (1.950 metros s.n.m) do Complexo do Baú, um belíssimo conjunto de rochas gnáissicas localizado em São Bento do Sapucaí, São Paulo.

Pois bem. Ouvi falar do Baú nos tempos de UEL. Em 2004, o pai de meu amigo Fábio Vieira Costa Cardoso (que é de Guaratinguetá) me levou para conhecer Campos do Jordão. Foi ele quem me falou da existência desta Pedra...

Curioso, fui pesquisando mais sobre a Montanha e acabei por tomar a seguinte resolução: Se algum dia tivesse a oportunidade de voltar à região subiria o Baú. Em meados de 2016, minha esposa comentou que participaria de um Congresso de Imunologia em Campos do Jordão: Bingo, tô dentro!

Já há alguns anos que a Pâ vem ensaiando iniciar-se no Montanhismo. Desta vez o condicionamento físico e mental dela estavam perfeitos! Chegamos a Campos do Jordão na noite de sexta (28 de Outubro). Combinamos de subir a Pedra no Domingo, 30. No Sábado, alternamos os compromissos da esposa com passeios pela cidade, Pico do Itapeva, Horto Florestal e, claro, umas cervejas...

No Sábado, rolou aquela ansiedade básica. No alto da colina do intrigante Museu Felícia Leiner avistamos a Pedra do Baú. A Pâ se impressionou, mas não titubeou! Saímos do coquetel a tempo de comprarmos víveres para a empreita.

Pedra Ana Chata vista da Via Ferrata

Apesar da ansiedade, dormimos bem! Saímos do hotel às 8h e chegamos no Parque perto das 9h. Fomos informados que a face sul (mais rápida) estava interditada. Teríamos que contornar o Baú e subir pela face norte.

Ficamos inquietos com este imprevisto, mas metemos o pé na trilha, pois a Pâmela apresentaria Painel por volta das 18h... Parêntesis para a aparição de um veado silvestre... Eita bicho ágil e que olhos expressivos! Em questão de segundos ele desapareceu no campo... Não deu tempo de mostrar a Pâ! Seguimos...

Após uma rápida pernada chegamos a um platô e perdemos o fôlego com a imponência do Baú sob o céu azul! Uma pequena pausa contemplativa e pé na trilha (que são batidas e bem sinalizadas)... Após 1h de caminhada por uma belíssima floresta chegamos ao pé do Paredão. Agora era a hora da verdade!

Pâmela na Via Ferrata da Face Norte.

A Pâ olhou os 400 metros verticais e pediu uma pausa... Os Primatas do Baú (pessoal muito bacana) estavam guiando um pessoal ao cume. Conversamos um pouco sobre Montanhas e comentei que era a primeira ascensão da minha esposa... A galera deu as boas vindas e incentivos! Momento de começarmos a subir...

Para quem conhece, a pegada do Baú é comparável a do nosso belíssimo Abrolhos, no Marumbi. Durante a escalaminhada contei a Pâ a história dos Irmãos Cortez (João e Antônio Teixeira de Souza) os primeiros a subir o Baú com unhas e dentes! Nos idos de 1940 foram construídas as vias Ferratas (Sul e Norte) e o primeiro abrigo de Montanha do Brasil sob o patrocínio do empresário visionário Luís Dumont Vilares, sobrinho de Santos Dumont e amigo de Antônio Cortez!

No cume tivemos um 360º fodástico da Serra da Mantiqueira, Sul de Minas, Campos do Jordão e do bucólico município de São Bento do Sapucaí. Parêntesis as ruínas do primeiro Abrigo de Montanha do Brasil cujos alicerces ainda resistem apesar dos ataques de vândalos ao longo das décadas...  

Fizemos um lanchinho básico e percorremos toda extensão do cume. Isto levou cerca de 30 minutos. As 11h30 começamos a descer. Concluída a descida da via ferrata a adrenalina baixou.  Fizemos algumas pausas para absorver a intensa experiência e recuperar o fôlego. Chegamos ao carro 1h30 da tarde.

Tomamos um choop em Campos. As 16h acompanhei a Pâ ao Congresso e as 22h encerramos a noite em uma churrascaria muito aconchegante. No dia seguinte retornamos à Rolândia. Foi uma viagem inesquecível... Família que vai a Montanha unida, permanece unida! Parabéns Princesa: Bem vinda à Confraria!

No cume da Pedra do Baú.